Locadoras cobram maior atenção para elétricos no RJ

Diretor regional da Abla, associação das locadoras, faz apelo público

Daniel Bittencourt, diretor para o Rio de Janeiro da Abla, Associação Brasileira das Locadoras, decidiu tornar público seu descontentamento com as políticas oficiais para carros elétricos em seu estado. Em comunicado à imprensa distribuído pela associação nesta terça-feira (3/5), afirmou que “ainda há muitos entraves. É necessário ter uma política de mobilidade específica a se seguir, assim como incentivos para estimular a adesão. Nem tudo é questão de dinheiro, mas boa vontade em encontrar soluções”.

Segundo os cálculos da Abla em 2021 as locadoras ultrapassaram a marca de 3.500 mil veículos híbridos e elétricos na frota, isso somados automóveis, comerciais leves, caminhões, ciclomotores, ônibus, motos e outros. Desse total o Estado do Rio de Janeiro responde só por 1,5%. 

O diretor da associação defende que a criação de projetos que incluam o aluguel de automóveis elétricos nas frotas públicas e privadas é essencial para fazer com que o estado avance na massificação de elétricos. “Seria um passo inicial importante para o objetivo de popularizar a eletrificação.”

Para ele o uso de elétricos por meio de aluguel representa uma “tendência natural”. O diretor alega que “não será possível uma expansão em massa sem envolver locadoras e grandes frotistas”.

A Abla afirma que entre os usuários a aceitação pelos elétricos é surpreendente. “É visível o desejo por mais sustentabilidade e isso se aplica também ao transporte, mas as locadoras precisam de volume para que possam investir com ênfase e mais rapidamente em modelos do gênero.”

Bittencourt ainda defendeu a padronização dos conectores, segundo ele “outro fator crucial para a massificação do carro elétrico no Brasil”. Ele diz que “há uma tendência natural ao padrão europeu T2, mas o mais próximo que temos hoje em dia de algo oficial é que os órgãos federais têm uma normativa que, na compra de carro elétrico, este tem que ser o padrão”. E complementa destacando que “carros chineses, principalmente os mais simples, que não são comercializados na Europa, utilizam um padrão chamado GB/T. E há ainda o padrão japonês, que faz necessário o uso de um adaptador”.

Finaliza o diretor da Abla dizendo que outro ponto essencial é a necessidade de instalação de eletropostos em ambientes externos e em grande volume. “Precisa fazer parte da rotina do usuário de carro elétrico, para não atrapalhar o seu dia-a-dia.”

Abla quer ver essa cena não só como um belo cenário

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